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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Viver em plenitude


                                                      


A grande escritora Lya Luft resumi sabiamente o que é o processo de psicoterapia no trecho que segue abaixo.

"Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.

Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade".

Neste mergulho dentro de nós mesmos, buscando conhecer e reconhecer sentimentos, nomeando-os para podermos decidir o que fica e o que deve sair de dentro de nós e de nossas vidas, vamos construindo uma relação de amor conosco para depois podermos amar o outro, seja este outro quem for.

É essencial ficar bem consigo mesmo e identificar corajosamente os aspectos que não gostamos em nós, estes traços, apenas traços, negativos que tanto tememos olhar de frente por acreditarmos - errôneamente - que nos resumimos a eles. Somente com este trabalho de auto-conhecimento é que seremos capazes de atingir o estado de conciliação com nossa verdadeira forma de ser para que possamos estar realmente prontos para estabelecer relações leves, saudáveis e aconchegantes. 




sábado, 13 de outubro de 2012




Confia… Liberte-se da necessidade de controlar a vida. Deixa fluir. Acredite que existe uma força maior que seu ego, que apenas deseja tudo da maneira como acha melhor mas que na maioria das vezes, nem mesmo é capaz de discernir o que é o melhor.

Entrega… Faça o seu melhor, mas sem se apegar ao resultado, sem expectativas. Quando você confia, é capaz de entregar a Deus ou ao Universo. O nome não importa, importa a fé.

Aceita… Pois você entende que aquilo que vem sempre é o melhor que você poderia ter nesse momento. E é exatamente o que você precisa, mesmo que seu ego não entenda isso.

E agradece… Pois tudo é uma oportunidade de crescimento. E você é capaz de perceber, a cada respiração, que tudo aquilo que tem buscado do lado de fora encontra-se dentro de você! Não há nada em que se tornar. Você já É desde sempre!

Texto de Natália Chede

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Natureza Selvagem




Segue um trecho de Mulheres que Correm com os Lobos. Livro que sempre recomendo aos meus pacientes e amigos.

A autora é de uma sensibilidade ímpar! Através de análises de antigos contos de diferentes culturas, ela nos guia rumo à nossa mais íntima realidade, onde nos redescobrimos e resignificamos antigas crenças e valores negativos que fomos armazenando ao longo de nossas vidas e que nos impedem de acessar todos os nossos talentos no aqui e agora. 

Recomendo vivamente! 

"Apesar de ter seus aspectos negativos, a psique selvagem consegue resistir ao isolamento. Ele faz com que tenhamos um anseio ainda maior no sentido de liberar nossa própria natureza verdadeira, e provoca em nós um desejo intenso por uma cultura que combine com essa natureza." p.234


terça-feira, 17 de julho de 2012

Escolhas


Deixe que a mágica do agora prevaleça sobre o poder do passado. Deixe que o amor pela vida permaneça sempre em você e se deixe guiar pelo sorriso. Deixe que os poderes da verdade e da retidão empurrem a ignorância lá para trás da interminável fila de desejos e frustrações. Deixe que o presente seja a jogada que fará você vencer a partida. Deixe que os vagões de bondade e esperança desencorajem a raiva na locomotiva da vida.


[Brahma kumaris]







quarta-feira, 20 de junho de 2012

Um convite a se aventurar pelos caminhos do Sentir


Para ler o poema desta escritora canadense e captar O Convite, sugiro que se prepare internamente. Tranquilize sua mente, "aperte o pause", respire fundo, diminua o ritmo e leia cada parágrafo com atenção e calma.

Sobretudo desejo que esta leitura te inquiete. Não, não estou desejando que se sinta mal, pelo contrário, desejo que você experimente cada vez mais paz e mais serenidade. Porém, por mais paradoxal que seja, para atingir este estado é necessário experimentar a inquietação produzida pelo questionamento. É também necessário rever crenças e valores que muitas vezes repetimos mecanicamente sem ao menos ter a consciência de que estamos fazendo escolhas o tempo todo e que estas, meus caros, sempre trarão resultados. E para que estes sejam os mais positivos possíveis, é necessário saber quem está no controle. Quem dá as cartas em sua vida? Seu Eu verdadeiro ou o seu ego, aquela parte na sua mente que armazenou experiências desde o ventre materno e que vem somente repetindo, repetindo, sem questionar se de fato você realmente pensa, sente e sobretudo concorda com o que vem decidindo a cada instante em sua vida.

Portanto, quanto mais presente no aqui e no agora você estiver, em outras palavras, quanto mais as suas crenças e os seus valores estiverem atualizados, mais você se sentirá sereno, pleno e realizado.

Desejo que você sintonize com a coragem que é própria do seu Eu verdadeiro e que descubra quanta força você tem para fazer as mudanças que deseja em sua vida.

Forte abraço! 

O CONVITE

Não me interessa o que você faz pra viver. Quero saber o que você deseja ardentemente, e se você se atreve a sonhar em encontrar os desejos do seu coração.

Não me interessa quantos anos você tem. Quero saber se você se arriscaria parecer que é um tolo por amor, por seus sonhos, pela aventura de estar vivo. Não me interessa que planetas estão em quadratura com a sua lua. Quero saber se você tocou o centro de sua própria tristeza, se você se tornou mais aberto por causa das traições da vida, ou se tornou murcho e fechado por medo das futuras mágoas.

Quero saber se você pode sentar-se com a dor, minha ou sua, sem se mexer para escondê-la, tentar diminuí-la ou tratá-la. Quero saber se você pode conviver com a alegria, minha ou sua, se você pode dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de você dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações de ser humano.

Não me interessa se a história que você está contando é verdadeira. Quero saber se você pode desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se você pode suportar acusações de traição e não trair sua própria alma. Quero saber se você pode ser leal, e portanto, confiável.

Quero saber se você pode ver a beleza mesmo quando o que vê não é bonito, todos os dias, e se você pode buscar a fonte de sua vida em sua presença. Quero saber se você pode conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda postar-se à beira de um lago e gritar à lua cheia prateada: “Sim!”.

Não me interessa saber onde mora e quanto dinheiro você tem. Quero saber se você pode levantar depois de uma noite de tristeza e desespero, cansado e machucado até os ossos e fazer o que tem que ser feito para as crianças.

Não me interessa quem você é, como chegou até aqui. Quero saber se você vai se posicionar no meio do fogo comigo e não vai se encolher.

Não me interessa onde ou o que ou com quem você estudou. Quero saber o que o segura por dentro quando tudo o mais fracassa. Quero saber se você pode ficar só consigo mesmo e se você verdadeiramente gosta da companhia que tem nos momentos vazios.

Oriah Mountain