Total de visualizações de página

terça-feira, 8 de maio de 2012


Bons votos e sentimentos puros funcionam como mágica, nos relacionamentos.

Quando você nutre esses sentimentos pelos outros, automaticamente recebe o mesmo de volta.
São bençãos que são recebidas em troca de seus pensamentos nobres, das suas atitudes não-egoístas e de seu comportamento doce.
Afinal, é necessário ter um grande coração para doar bençãos a todos; mesmo àqueles que podem não ter os mesmos bons sentimentos em relação a você.
Não esqueça: são as benção que você doa aos outros que dão a você o poder para ultrapassar todas as situações difíceis que surgem no dia a dia.

Brahma Kumaris

domingo, 6 de maio de 2012

Um Pouco de Silêncio - Lya Luft

Nesta trepidante cultura nossa, da agitação e do barulho, gostar de sossego é uma excentricidade.

Sob a pressão do ter de parecer, ter de participar, ter de adquirir, ter de qualquer coisa, assumimos uma infinidade de obrigações. Muitas desnecessárias, outras impossíveis, algumas que não combinam connosco nem nos interessam.

Não há perdão nem anistia para os que ficam de fora da ciranda: os que não se submetem mas questionam, os que pagam o preço da sua relativa autonomia, os que não se deixam escravizar, pelo menos sem alguma resistência.

O normal é ser atualizado, produtivo e bem informado. É indispensável circular, ser bem-relacionado. Quem não corre com a manada, praticamente nem existe. Se não tomar cuidado, põem-no numa jaula: um animal estranho.

Pressionados pelo relógio, pelos compromissos, pela opinião alheia, disparamos sem rumo – ou por trilhos determinados – como hamsteres que se alimentam da sua própria agitação.

Ficar sossegado é perigoso: pode parecer doença. Recolher-se em casa ou dentro de si mesmo ameaça quem apanha um susto de cada vez que examina a sua alma.

Estar sozinho é considerado humilhante, sinal de que não «se arranjou» ninguém – como se a amizade ou o amor se «arranjasse» numa loja.

Além do desgosto pela solidão, temos horror à quietude. Pensamos logo em depressão: quem sabe terapia e antidepressivos? Uma criança que não brinca ou salta ou participa de atividades frenéticas está com algum problema.

O silêncio assusta-nos por retumbar no vazio dentro de nós. Quando nada se move nem faz barulho, notamos as frestas pelas quais nos espiam coisas incômodas e mal-resolvidas, ou se observa outro ângulo de nós mesmos. Damo-nos conta de que não somos apenas figurinhas atarantadas correndo entre a casa, o trabalho e o bar, a praia ou o campo.

Existe em nós, geralmente nem percebido e nada valorizado, algo para além desse que paga contas, faz amor, ganha dinheiro, e come, envelhece, e um dia (mas isso é só para os outros!) vai morrer. Quem é esse que afinal sou eu? Quais os seus desejos e medos, os seus projetos e sonhos?

No susto que essa ideia provoca, queremos ruído, ruídos. Chegamos a casa e ligamos a televisão antes de largarmos a carteira ou a pasta. Não é para assistirmos a um programa: é pela distração.

O silêncio faz pensar, remexe águas paradas, trazendo à tona sabe Deus que desconcerto nosso. Com medo de vermos quem – ou o que – somos, adiamos o confronto com a nossa alma sem máscaras.

Mas, se aprendermos a gostar um pouco de sossego, descobrimos – em nós e no outro – regiões nem imaginadas, questões fascinantes e não necessariamente negativas.

Nunca esqueci a experiência de quando alguém me pôs a mão no meu ombro de criança e disse:
— Fica quietinha um momento só, escuta a chuva a chegar.

E ela chegou: intensa e lenta, tornando tudo singularmente novo. A quietude pode ser como essa chuva: nela nos refazemos para voltarmos mais inteiros ao convívio, às tantas frases, às tarefas, aos amores.

Então, por favor, dêem-me isso: um pouco de silêncio bom, para que eu escute o vento nas folhas, a chuva nas lajes, e tudo o que fala muito para além das palavras de todos os textos e da música de todos os sentimentos.



A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.


                                                                                             Carlos Drummond de Andrade

sábado, 5 de maio de 2012

LIBERE AS EXPECTATIVAS

                    
 "Frequentemente esperamos determinados comportamentos de nossos amigos e eles nos desapontam. Ou temos ideias claras sobre a forma como certas pessoas deveriam nos tratar depois de tudo que fizemos por elas, e elas demonstram ingratidão. Na verdade, essas são desculpas para sermos o efeito e não a causa em nossos relacionamentos".

                                                                        Yehuda Berg

Quando assumimos a responsabilidade por nossas escolhas, assumimos também os resultados. Sejam estes positivos ou não, devemos sempre ter em mente que nunca somos a vítima de uma situação. Para toda ação existe uma reação. Esta lei da Física se aplica também aos relacionamentos.

Seguindo esta premissa, a pergunta correta a se fazer é: O que foi que eu fiz para esta pessoa para que eu ficasse tão brava com ela? Por mais estranho que possa parecer, esta forma de encarar a vida e principalmente as situações difíceis, é a maneira mais econômica, do ponto de vista emocional, de se comportar, pois assumindo a responsabilidade por tudo que nos acontece de bom ou de ruim, saímos da condição limitadora de vítima e assumimos a posição de agentes ativos.

Vale salientar que a mesma força que possuímos para criar o caos existe também para criar situações e relacionamentos tranquilos e saudáveis. Tudo é uma questão de escolha pessoal.

Bom final de semana!















sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ouse!

Ousar é perder o equilíbrio momentâneamente.
Não ousar é perder-se.

Soren Kierkegaard