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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os primeiros sinais físicos da depressão

 
Dor de barriga, nas têmporas, nas costas... Esses podem ser os primeiríssimos sinais de que alguém está prestes a mergulhar de cabeça em um quadro depressivo, alertam os médicos
 
Depressão
Muitas vezes as dores ficam sem alívio até a cabeça ser tratada

Há boas chances de um sintoma físico aparecer muito antes de a tristeza profunda ficar estampada na cara da vítima de depressão e ela não conseguir mais esconder sua perda de interesse pelo mundo exterior. Hoje os cientistas sabem: o quadro depressivo tende a emergir na forma dos mais diversos tipos de dor no corpo. E não confunda isso com um processo de somatização, em que distúrbios emocionais produzem mal-estar orgânico. 
 
"Os circuitos que a depressão ativa são íntimos de regiões do sistema nervoso, inclusive o autônomo, que comanda o funcionamento dos órgãos", explica Renato Sabbatini, neurofisiologista da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista. Ricardo Alberto Moreno, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, emenda: "Cerca de 60% dos casos da doença são associados a males orgânicos, a maioria deles acompanhada de dor". 
 

Como isso acontece

Os cientistas apontam o causador: o mau funcionamento da serotonina, da noradrenalina e da dopamina. O trio de neurotransmissores, fundamental na regulação do humor, circularia com menos eficiência entre os neurônios de um deprimido e isso dificultaria a transmissão de milhares de mensagens químicas. E aí, em um efeito dominó, outras falhas de comunicação apareceriam. "A ausência dessas substâncias prejudica diversas áreas, inclusive as responsáveis por inibir dores", explica Telma Gonçalves de Andrade, especialista em psicofisiologia da Universidade Estadual Paulista, a Unesp, em Assis, também no interior de São Paulo. 
 
O sistema imunológico é outro afetado. "Os deprimidos correm um risco três ou quatro vezes maior de adoecer", conta Sabbatini. Também pode acontecer de uma série de doenças aproveitar a brecha criada pelos neurotransmissores. Ou seja, quem de repente passa a ficar doente com muita frequência não deve se conformar com a velha explicação: de que isso é estresse. É preciso refletir se não existe algo mais profundo (e tristonho) por trás.
 
O sono é mais um que acusa prejuízos quando o cérebro está deprimido. Sabe-se que a ausência de serotonina atrapalha o adormecer, mas esse não é o único ponto. O desbalanceamento químico por trás do transtorno emocional afeta todo o ciclo circadiano, ou seja, o relógio que regula o funcionamento do organismo ao longo das 24 horas. Assim, a pessoa perde a sincronia com o meio ambiente, afetando a quantidade e, principalmente, a qualidade das horas dormidas. 
 

Não confunda melancolia com depressão

Os médicos querem divulgar cada vez mais aos leigos e aos próprios colegas que nem sempre melancolia é depressão. "Tristezas fazem parte da vida", lembra Sabbatini. Ao mesmo tempo, nem sempre a depressão se enquadra no retrato da pessoa arrasada, trancafiada no quarto, muda... Ela pode estar por trás dos tais sintomas físicos - em casos raros, a angústia nem chega a brotar, só as dores do corpo é que afloram e ficam sem alívio até a cabeça ser tratada. Com antidepressivos ou tratamento clínico. 
 

Tratamento

Além de remédios, os especialistas apostam na psicoterapia - seja a cognitiva comportamental, que estimula o deprimido a deixar de lado pensamentos destrutivos, seja a interpessoal, que identifica situações de conflito para aprimorar a capacidade de o paciente interagir e aliviar o abatimento. "Estudos de neuroimagem comprovam que a eficácia desses tratamentos é similar à dos remédios", revela Helena Maria Calil, professora titular de psicofarmacologia da Universidade Federal de São Paulo e presidente da Abrata. Quando a depressão é tratada corretamente, diga-se, o ânimo volta e as dores, onde estiverem, esvaecem.
 
Fonte: mdemulher.abril.com.br  

domingo, 6 de outubro de 2013

Você não é a sua mente

  

Identificar-se com a mente, faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de medo e sofrimento sobre nós.

Examinaremos esses pontos detalhadamente, mais adiante.
O filósofo Descartes acreditava ter alcançado a verdade mais fundamental quando proferiu sua conhecida máxima: “Penso, logo existo.” Cometeu, no entanto, um erro básico ao equiparar o pensar ao Ser e a identidade ao pensamento.
 
O pensador compulsivo, ou seja, quase todas as pessoas, vive em um estado de aparente isolamento, em um mundo povoado de conflitos e problemas. Um mundo que reflete a fragmentação da mente em uma escala cada vez maior. A iluminação é um estado de plenitude, de estar “em unidade” e, portanto, em paz. Em unidade tanto com o universo quanto com o eu interior mais profundo, ou seja, o Ser. A iluminação é o fim não só do sofrimento dos conflitos internos e externos permanentes, mas também da aterrorizante escravidão do pensamento. Que maravilhosa libertação!
 
Se nos identificamos com a mente, criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições que bloqueia todas as relações verdadeiras. Essa tela se situa entre você e o seu eu interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. É essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, uma ilusão que existe você e um “outro” totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, debaixo do nível das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que é. Por “esquecermos” quero dizer que não sentimos mais essa unidade como uma realidade evidente por si só. Podemos até acreditar que isso seja uma verdade, mas não mais a reconhecemos como verdade. Acreditar pode até trazer conforto. No entanto, a libertação só pode vir através da vivência pessoal.
 
Pensar se tornou uma doença. A doença acontece quando as coisas desequilibram. Por exemplo, não há nada de errado com a divisão e a multiplicação das células no corpo humano. Mas, quando esse processo acontece sem levar em conta o organismo como um todo, as células se proliferam e temos a doença.
 
Se for usada corretamente, a mente é um instrumento magnífico. Entretanto, quando a usamos de forma errada, ele se torna destrutiva. Para ser ainda mais preciso, não é você que usa a sua mente de forma errada. Em geral, você simplesmente não usa a mente. É ela que usa você. Essa é a doença. Você acredita que é a sua mente. Eis aí o delírio. O instrumento se apossou de você.
 
Estamos tão identificados com ela que nem percebemos que somos seus escravos. É quase como se algo nos dominasse sem termos consciência disso e passássemos a viver como se fôssemos a entidade dominadora. A liberdade começa quando percebemos que não somos a entidade dominadora, o pensador. Saber disso nos permite observar a identidade. No momento em que começamos a observar o pensador, ativamos um nível mais alto de consciência. Começamos a perceber, então, que existe uma vasta área de inteligência além do pensamento, e que este é apenas um aspecto diminuto da inteligência. Percebemos também que todas as coisas realmente importantes como a beleza, o amor, a criatividade, a alegria e a paz interior surgem de um ponto além da mente. É quando começamos a acordar.
 
Eckhart Tolle 

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Liberte-se!

 
Na nossa busca para detectar nossos vícios, vamos começar com um dos mais populares: a consciência de vítima.
 
Você sabia que obtemos satisfação temporária quando nos sentimos vítimas? Da mesma forma como utilizar drogas, queixar-se, e até mesmo sofrer, nos faz sentir bem.
 
Mas o que sobra depois?
De acordo com a sabedoria Cabalística, enquanto eram escravos no Egito os israelitas não eram responsáveis por suas próprias vidas. Sua felicidade estava nas mãos de outras pessoas. Essa consciência é o oposto do motivo pela qual fomos criados. A verdade é que é mais fácil (e frequentemente menos doloroso) ser vitima – um escravo – do que mudar.
 
O êxodo foi um processo de aquisição da consciência da liberdade e do controle sobre o próprio destino.
 
O que aprendemos com isso? Que chegou a hora de abrir mão do doce néctar de culpar os outros e de irmos em frente fazendo o que tem que ser feito.
 
Yehuda Berg 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A sua criança interior está sofrendo?


-                      aaaa a criança
 
Se vivemos atrás de uma máscara durante a nossa vida inteira, cedo ou tarde – se tivermos sorte – essa máscara será esmagada.
Então será preciso que olhemos no espelho, enxergando nossa própria realidade.
Talvez fiquemos apavorados.
Talvez estejamos então olhando para os olhos aterrorizados de nossa própria criancinha, daquela criança que nunca conheceu o amor e que agora suplica atenção.
Essa criança está sozinha, ficou esquecida antes mesmo de sairmos do útero, no próprio momento do parto, ou quando começamos a fazer as coisas para agradar aos nossos pais e aprendemos a manejar nossas melhores atuações para ganhar aceitação.
À medida que a vida avança, continuamos a abandonar a nossa criança procurando agradar aos outros. Essa criança, que é a nossa própria alma, implora, por baixo do burburinho da nossa vida, muitas vezes imersa no cerne do nosso pior complexo, que digamos: você não está sozinha, eu amo você.



Marion Woodman

domingo, 1 de setembro de 2013

Tempestade mental





A mente humana está programada para a preservação da vida: se ocupa muito mais com o que está indo mal do que com o que pode nos dar prazer!
Quando acordamos, os primeiros pensamentos vão para o que está nos causando sofrimento e dor: lembramos de quem nos magoou, das dívidas…
Na doença, sonhamos com a saúde. Ao recuperarmos o bem-estar, nos alegramos por algumas horas e, em seguida, nos ocupamos com outro problema!
Já que o que temos de bom e prazeroso não nos chega automaticamente, o balanço adequado da nossa condição depende da interferência da razão.
Devemos nos alegrar, todos os dias, com as coisas boas que temos ao invés de nos deixarmos embalar pelas dores que surgem sozinhas na mente.
Flávio Gikovate
 
Ao ler este breve texto me ocorre que realmente, sem nos darmos conta, logo ao despertar já pensamos nos muitos compromissos, nas várias atividades que temos a cumprir naquele dia que está se iniciando ou como diz Gikovate, nossa mente foca em algo ou alguém que vem nos preocupando ou drenando nossa energia mobilizando sentimentos negativos.  
 
Devemos cultivar o hábito de ao acordar, focarmos nossa atenção em tudo de bom que estamos vivendo, na saúde que temos, no nosso trabalho, no fato de podermos ser úteis à sociedade e sobretudo cultivar o sentimento de gratidão pela nossa vida como um todo. Mudar o foco e adotar a premissa de que o problema é a solução!
 
Sua mente é o maior instrumento ativo que você possui. Não existe qualquer problema que você não possa superar ou qualquer objetivo que não possa atingir quando utiliza as forças inacreditáveis do seu cérebro. O fato é que você é um gênio em potencial. Você tem a capacidade de funcionar em um alto grau de inteligência e criatividade nunca tido antes. De acordo com um especialista em cérebro chamado Tony Buzan, seu cérebro contém 100 bilhões de células. Cada célula é conectada e interconectada com 20000 outras células do cérebro. Isso significa que a quantia de permutas ou pensamentos que seu cérebro pode criar é maior do que o número de todos os átomos conhecidos no universo.
 
Seja qual for a dificuldade que teremos que enfrentar naquele dia, saber que a solução já existe e nos colocarmos em estado de receptividade para reconhecê-la já faz uma grande diferença! Se o foco está no problema e não na solução, esta poderá passar várias vezes diante de nós e não ser reconhecida pelo nosso cérebro. pois sendo este altamente seletivo, estará totalmente voltado para o problema e não para a solução.
 
De acordo com o instituto da Stanford University nós não utilizamos 10 como se acredita, mas sim 2% da capacidade de nosso cérebro. Uma pessoa comum opera num nível muito, mas muito baixo de performance e resultados. Exercícios de Tempestade Mental (ou “Mind Storming”) podem ajudá-lo a focar na solução dos problemas, objetivos e desafios. Quanto mais você concentrar em qualquer que seja o pensamento, problema ou objetivo, maior será a atividade de sua capacidade mental, estimulada e focada na resolução daquele problema ou alcance daquele objetivo.
 
A LEI DA CAUSA E EFEITO

“Mind Storming” é um método que utilizamos para gerar idéias. Diferente do “Brain Storming”, que é feito em grupo, esse método é utilizado a fim de gerar idéias sozinho. Sua mente possui ouro, sendo que você precisa saber como cavar esse ouro. Esse ouro representa a sua idéias. Pense nisso. Tudo que está a sua volta é o resultado da qualidade de suas idéias. Em outras palavras, as idéias seguem a lei da causa e efeito, que defende a existência de um efeito para cada causa. Assim, se você quiser mudar o efeito (suas condições de vida atuais), tudo o que precisa fazer é mudar as causas (seus pensamentos, suas idéias). Simplificando: As idéias ou pensamentos são as causas e suas condições presentes são o efeito.
 
PENSE NO PAPELA tempestade mental é baseada no conceito de que “pensar no papel” é a melhor maneira de pensar-se. Por quê?

1. Quando você pensa no papel, sua mente é capaz de focar muito melhor ao problema.

2. Quando você pensa no papel pode ver as palavras (ou idéias) claramente e sua mente não se preocupa em ficar lembrando as idéias. É a mesma razão pela qual você não deve embarcar em seu dia de trabalho sem uma lista de coisas a serem feitas. Essa lista deveria ser escrita e não memorizada, pela simples razão de que sua mente não exerce qualquer energia desnecessária tentando lembrar-se da lista.

3. Pensar no papel é um ato criativo. Ele ajuda a sua mente a ser muito mais criativa.
4. O processo do pensamento é limitado por não ser linear, ou seja, as idéias não fluem um após do outro, mas numa forma genealógica. Um daquelas idéias ou passos da sua idéia pode ser desenvolvido mais e quando pensamos no papel, podemos ver como uma idéia pode desenvolver e fluir.

Vamos começar com o primeiro método de Tempestade Mental. Primeiro sente-se num lugar calmo no qual você não seja perturbado. Tome um pedaço de papel limpo e escreva no topo da página o problema que você tem. Esse problema poderia ser escrito de variadas maneiras. Lembre-se de que um problema é o lado oposto de uma solução, sendo que, recolocando um problema você pode obter um ponto de vista diferente para a solução. Vamos dizer que seu problema seja dinheiro. Você trabalha como assalariado, mas não tem dinheiro suficiente para arcar com as despesas. Então escreva a questão seguinte:

COMO EU POSSO FAZER PELO MENOS R$ 3000 POR MÊS?
ou
COMO EU POSSO AUMENTAR MEU SALÁRIO PARA R$ 1000 A MAIS POR MÊS?
ou
O QUE MAIS EU POSSO FAZER DEPOIS DE MINHAS HORAS DE TRABALHO QUE ME
PROPORCIONE UMA RENDA EXTRA DE PELO MENOS R$ 1000 POR MÊS?
ou
O QUE POSSO FAZER DURANTE MINHAS HORAS DE TRABALHO QUE POSSA AUMENTAR
MINHA RENDA PELO MENOS R$ 1000 POR MÊS?

Como você pode ver, uma reformulação da pergunta pode realmente fazer diferença na maneira em que você elabora a solução. Depois de selecionar a pergunta mais iluminada à solução, escreva-a no topo do papel e escreva no mínimo 20 soluções para o problema (é por isso que o método também é conhecido por “o método das 20 idéias”), você verá que não é tão fácil quanto parece. É claro que as primeiras 3 a 5 respostas serão fáceis. As próximas 5 a 10 serão mais difíceis e as últimas 10 serão as mais difíceis de todas. Mas esse exercício é mais eficaz em estimular sua criatividade quando você realmente concentra-se em encontrar mais e mais respostas diferentes para a mesma pergunta. Um homem de negócios que estava trabalhando em cima de um problema por seis meses obteve sua melhor solução ou visão na sua vigésima resposta, pela primeira vez que fez esse exercício.
 
Decidir sair da zona de conforto e arregaçar as mangas é o primeiro passo para você realmente mudar o que deseja em sua vida.
 
Bom trabalho!