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sábado, 5 de maio de 2012

LIBERE AS EXPECTATIVAS

                    
 "Frequentemente esperamos determinados comportamentos de nossos amigos e eles nos desapontam. Ou temos ideias claras sobre a forma como certas pessoas deveriam nos tratar depois de tudo que fizemos por elas, e elas demonstram ingratidão. Na verdade, essas são desculpas para sermos o efeito e não a causa em nossos relacionamentos".

                                                                        Yehuda Berg

Quando assumimos a responsabilidade por nossas escolhas, assumimos também os resultados. Sejam estes positivos ou não, devemos sempre ter em mente que nunca somos a vítima de uma situação. Para toda ação existe uma reação. Esta lei da Física se aplica também aos relacionamentos.

Seguindo esta premissa, a pergunta correta a se fazer é: O que foi que eu fiz para esta pessoa para que eu ficasse tão brava com ela? Por mais estranho que possa parecer, esta forma de encarar a vida e principalmente as situações difíceis, é a maneira mais econômica, do ponto de vista emocional, de se comportar, pois assumindo a responsabilidade por tudo que nos acontece de bom ou de ruim, saímos da condição limitadora de vítima e assumimos a posição de agentes ativos.

Vale salientar que a mesma força que possuímos para criar o caos existe também para criar situações e relacionamentos tranquilos e saudáveis. Tudo é uma questão de escolha pessoal.

Bom final de semana!















sexta-feira, 4 de maio de 2012

Ouse!

Ousar é perder o equilíbrio momentâneamente.
Não ousar é perder-se.

Soren Kierkegaard


A respiração está conectada com o pensamento. Se os pensamentos são de pureza, o que você inala e exala? Pureza. Pureza traz felicidade. Quando há pureza você respira em felicidade. Onde há pureza não pode haver tristeza, negatividade ou ciúme. Existe apenas felicidade. Tristeza e dor estão conectadas com impureza. Pensamento, tempo e respiração são as três energias mais importantes na vida. Procure mantê-las em conexão pura.
                                                                                                                    [Sister Mohini]

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A Arte de Ser Feliz

 


Alegria desmedida e dor muito violenta acometem sempre e apenas a mesma pessoa: pois ambas se condicionam reciprocamente e são também condicionadas juntas por uma grande vivacidade do espírito. Ambas são causadas, não pelo simples presente, mas pela antecipação do futuro.
No entanto, visto que a dor é essencial à vida e, pelo seu grau, é também determinada pela natureza do sujeito - o que implica que, na realidade, modificações repentinas, sendo sempre externas, não podem mudar o seu grau -, na base do júbilo ou da dor excessivos há sempre um erro e uma falsa crença: por conseguinte, essas duas exaltações do espírito poderiam ser evitadas com o uso do juízo.

Todo o júbilo desmedido repousa sempre na ilusão de ter encontrado na vida algo que não se pode encontrar realmente, isto é, uma satisfação durável dos desejos ou preocupações tormentosos e sempre renascentes. Mais tarde, é inevitável que nos separemos de cada ilusão dessa espécie, pagando-a então, quando desaparece, com igual dor amarga, independentemente da alegria que o seu surgimento nos tenha proporcionado.

Nesse sentido, ela assemelha-se por completo a uma altura da qual o único momento de descer novamente é a queda, de maneira que deveria ser evitada: e toda a dor repentina ou excessiva é justamente apenas a queda de tal altura, o esmorecimento de tal ilusão e, portanto, deve ser condicionada. Poder-se-ia, por conseguinte, evitar ambas, se se fosse capaz de abraçar as coisas de modo perfeitamente claro sempre na sua totalidade e na sua concatenação, e de impedir firmemente a si mesmo de lhes conceder de fato a cor que se desejaria que tivessem. A ética estóica visava essencialmente libertar o espírito de toda a ilusão semelhante e das suas consequências, e a dar-lhe, em vez disso, um equilíbrio inabalável.

Arthur Schopenhauer - 'A Arte de Ser Feliz'







segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Porque evitar o "NÃO" e a linguagem negativa.


 
 A linguagem tem por objetivo a comunicação entre os seres humanos, portanto quanto mais precisa for a linguagem, melhor será o resultado de nossa comunicação. O que é a palavra não? Uma abstração. O "não", por si só, não diz nada, logo o cérebro se fixa no que vem depois do "não". Nossas mentes para saber em que não pensar, precisam primeiro pensar. Não pense em um balão azul. Pense em um balão azul. Analise as duas frases acima. Em que você pensou quando leu uma e leu outra? Na mesma coisa, em um balão azul. Assim sendo, quando queremos obter um resultado, o melhor é nos referirmos ao que queremos, por exemplo: Em caso de incêndio use a escada. É muito comum encontrarmos em muitos prédios: "Em caso de incêndio não use o elevador". Principalmente numa situação de pânico, é muito mais difícil e demorado pensar primeiro no que não fazer para depois pensar no que fazer.

A linguagem mais rápida e que obtém melhores resultados é a linguagem afirmativa; dizer o que deve ser feito. O uso de uma linguagem negativa provoca o comportamento que se quer evitar. É muito comum encontrarmos nos caixas eletrônicos um adesivo em que está escrito: Não se esqueça de retirar o cartão. E, também, é muito comum encontrarmos os cartões esquecidos no caixa eletrônico. Se a linguagem do adesivo for mudada, será mais fácil atingir o objetivo: Lembre-se de retirar o cartão.
 Nos shoppings onde o estacionamento é pago, encontramos cartazes espalhados em todo o shopping, dizendo: Não se esqueça de validar o ticket de estacionamento. E estamos sempre encontrando pessoas voltando do estacionamento que fizeram o que? Esqueceram de validar o cartão. O adequado é: Lembre de validar o ticket de estacionamento. Você já teve, provavelmente, a experiência de pensar em "Não posso esquecer de ......." e obter o resultado de esquecer exatamente aquilo que na realidade você queria lembrar.

Qual o resultado que a campanha "Não use drogas" vem obtendo? O consumo de drogas vem aumentando ano após ano. Além da palavra não, quanto mais a palavra droga é utilizada, mais é repetida, mais ela é reforçada e lembrada, levando muitos adolescentes a ficar cada vez mais curiosos a respeito, pois é por ser tão falada eles decidem experimentá-la.

Há pouco tempo foi veiculada na televisão uma campanha "se beber, não dirija. Você não acha que seria mais adequado dizer: Se beber álcool, chame um táxi ou peça uma carona. O foco de uma campanha deve estar no objetivo a ser alcançado e colocado em linguagem afirmativa. Em vez de uma campanha pela não violência, é muito mais eficaz uma Campanha pela Paz, como a que motivou a população na semana passada. A não violência, na realidade nos trás à mente imagens e situações de violência, que queremos evitar; e afasta as pessoas em vez de motivá-las. E, ainda, faz com que pensemos em violência em vez de paz. Nunca, evite, e outras negativas, tem o mesmo efeito que um não.

Nunca tranque o cruzamento, evite trancar o cruzamento ou não tranque o cruzamento fazem-nos pensar na mesma coisa: trancar o cruzamento. Deixe o cruzamento livre, é a linguagem afirmativa, objetiva e eficaz.  Exemplos com crianças: Não mexa nisto, melhor, vá brincar com aquilo. Cuidado para não cair olhe o degrau, preste atenção na escada. Em algumas situações é muito adequado usar o não: Você não precisa comer toda a comida que está no prato. (Se você quer que a criança coma toda a comida). Você não precisa ir estudar agora. (Se você quer que vá estudar agora). São situações em que desejamos que a pessoa faça o que estamos dizendo que não. Todos nós conhecemos pais, gerentes e outras pessoas que, querendo ajudar, nos dizem e aos outros o que não fazer. O que fazem, de forma inconsciente, é chamar nossa atenção exatamente para o que não queriam que fizéssemos. "Não se preocupe.", "Não entre em pânico", "Não fique aborrecido", "Não acho que você seja chato". Usar a linguagem negativa consigo mesmo é algo que a maioria das pessoas faz. "Não vou pensar mais nisso" e continuamos pensando, "Evite comer doces se quer emagrecer", só para citar alguns exemplos. Existe a tendência a pensar no que não queremos fazer e, em seguida, muitas vezes, começar a fazê-lo. Em vez de dizer o que não queremos, podemos dizer o que queremos. Tente isto. Pense em uma frase negativa que você vem dizendo a si mesmo e experimente transformá-la em afirmativa, agora. Em vez de dizer "Não quero comer doces" ou "Não quero engordar", tente dizer, "Quero comer comidas saudáveis" ou "Quero emagrecer". Isso não só é mais agradável como, na verdade, reorienta a sua mente e prepara você para um número maior de realizações desejadas, focalizando as coisas positivas que quer que aconteça. Se você aplicar isto na sua vida, em breve vai começar a obter os resultados que deseja.
 
Fonte: Maria Helena Lorentz - Uso da Linguagem - Junho de 1997