Cuide muito bem dos seus sentimentos! Acolha-os sempre, principalmente aqueles que produzem algum tipo de mal estar. Ignorá-los por medo, vergonha ou qualquer outro sentimento, não fará com que eles desapareçam, pelo contrário, como você verá no texto abaixo, eles vão buscar uma forma de "falar" para chamar sua atenção. E lembre-se: você é muito mais forte do que imagina! E tem muitos talentos que estão à sua disposição. Busque sempre o autoconhecimento e usufrua de toda a sua liberdade de escolha.
Desejo uma excelente semana para você!
Este alerta está colocado na porta de um... espaço terapêutico.
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Preste atenção!
Um espaço aberto e transparente para trocar, compartilhar, descobrir e sempre, REDESCOBRIR!
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Assumindo a responsabilidade por suas escolhas
Caro leitor, você tem estado consciente de suas escolhas?
Quando nossa atenção está no momento presente, temos a chance de transformar nossa vida e nossos relacionamentos (atitudes, palavras, pensamentos, sentimentos).
Acredite: o fato de colocarmos a atenção em qualquer um desses elementos citados já é a transformação em si. “No momento que eu percebo a coisa como ela é, posso de fato transformá-la.” Enquanto essa percepção não acontece, ficamos alimentando nossas ilusões, ideais e expectativas a respeito de alguém, de algo, etc
Ás vezes é mais “fácil” ficar imaginando coisas a respeito do outro do que realmente enfrentar a situação. Mas o que gera esse comportamento de preferir ficar com aquilo que eu imagino do outro a realmente encará-lo de frente? Rejeição. Por medo de rejeição ficamos em nosso mundinho, fechados, sem ar (sem inspiração) e não arriscamos. É , não arriscamos sentir dor, mas também não arriscamos dar asas para o amor. E esse sim é capaz de libertar, de dar vida, de fazer vibrar, de fazer orar, de ser capaz de transpirar… e de amor…. Ex: Quando necessitamos dizer algo a alguém e isso traz desconforto (medo de rejeição), para não entrar em contato com esse sentimento de desconforto podemos ir empurrando a situação, ou seja, toda vez que entramos em contato com essa mesma pessoa nos preparamos para falar mas não falamos. Essa atitude, se for prorrogada, causará tensão interna corporal e stress do próprio sistema interno (musculatura rígida).
Muito provavelmente, se não estivermos atentos ao que está sendo gerado dentro de nós, um dia, essa tensão explodirá e essa fala sairá muito desorganizada, de uma maneira extremamente agressiva. É claro que se o outro não estiver atento a si próprio, tenderá a reagir a nossa agressividade. Isso gera um ciclo de repetições infindáveis dessa mesma atitude. Um reagindo ao outro. Nenhuma criatividade, nenhuma saída nova para essa relação.
Se, ao contrário, estamos atentos a esse desconforto que é gerado toda vez que pensamos em comunicar aquele fato ao outro, criamos recursos internos de como falar, com que tom de voz, com que cara, que palavras eu escolho para comunicar, ou seja, aqui há escolha e por sua vez, fluxos de forças mais criativas abrem espaço para uma nova relação.
Nessa perspectiva, os comportamentos automáticos (sensações de repetição, de prisão) vão desaparecendo, vão diminuindo e podem então surgir os comportamentos criativos.
Criatividade envolve risco, ou seja, sair do conhecido e ir de encontro ao desconhecido. Essa atitude gera medo, insegurança, raiva. Mas o que faço com essa sensação?
É necessário objetividade a respeito dos próprios sentimentos. Não explicações do tipo por que isso está acontecendo comigo, mas sim, o quê estou sentindo? (isso é ser objetivo).
E a resposta vem , simples: estou sentindo medo , insegurança, raiva. Se lutarmos com esse sentimento, tentando explicar ou emitindo julgamentos do tipo – isso é ruim, não posso sentir isso, não tenho idade para me sentir assim, isso é ridículo – criamos tensões corporais geradas pelo stress. Quem está gerando este estado dentro de mim? Resposta: Eu mesmo.
Aí entramos no campo da responsabilidade. Somos responsáveis por aquilo que geramos, pois sempre há uma escolha no caminho, sempre. Podemos escolher criar tensão (dor) ou relaxamento (prazer). E o prazer vem do fato de percebermos as coisas como elas são. Só nessa atitude posso aprender a lidar com elas. E o aprendizado é a própria vida em ação.
Então vamos às escolhas… Você topa tornar-se realmente consciente de suas escolhas?
terça-feira, 14 de junho de 2011
Podemos Amar sem se Amar?
Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.
Fernando Pessoa
A entrevista abaixo, traduzida da revista eletrônica Psychologies com o psicólogo e sociólogo francês Jacques Salomé, nos convida a fazer uma reflexão sobre nossa autoestima. Leia, reflita e seja honesto consigo mesmo, respondendo com sinceridade emocional se você vem se amando e se respeitando de fato. Pois, como você irá constatar em seguida, amar a si mesmo é condição fundamental para ter um relacionamento saudável.
Boa leitura e meu desejo sincero que você decida SEMPRE se amar!
Psychologies: Como se manifesta a falta de amor próprio nas relações com os outros e no relacionamento amoroso?
Jacques Salomé: A falta de amor próprio - este amor feito de auto-cuidado e de respeito - tem consequências diretas nas nossas relações com o outro. Ela se traduz como falta de confiança em si mesmo, de dúvidas e de desconfiança em relação ao outro que vão gerar ou manter relações à base de aprovação e de possessividade ou relações do tipo perseguido-perseguidor. Se eu não me amo, eu não poderei amar, pois eu estarei vivendo na necessidade e na exigência de se amado.
Na falta do amor próprio estamos sempre presos na engrenagem "pedir-exigir" ou na de "recusar, porque não é suficiente". Nestes dois casos, temos uma grande dificuldade em oferecer. Quando nós não nos amamos, acreditamos que não temos nada de interessante e de valor para dar e quando nós damos um pouco, temos a sensação de termos sido esvaziados, de termos ficado com menos.
Psychologies: As relações baseadas na falta de amor próprio são destinadas ao fracasso?
Jacques Salomé: Esta é uma constatação que percebemos o tempo todo. Nos casais, aquele que não se ama vai terminar usando e depois destruindo a confiança do outro em relação à ele. O parceiro provedor de amor vai, por sua vez, começar a duvidar - antes de se cansar definitivamente de dar provas de amor sem reciprocidade. Este tipo de relação é um jogo louco de espelho, que se baseia em uma missão impossível: tentar patéticamente dar ao outro aquilo que somente ele próprio poderia se ofercer, ou seja, o amor próprio.
A falta de amor próprio se traduz essencialmente pela busca de um parceiro pelo qual nós iremos tentar ser amados a qualquer preço. Estas escolhas, que são na maioria do tempo inconscientes, se fundamentam sobre uma espécie de extorsão de afeto. Tudo se passa como se um dissesse ao outro: Eu tenho tanta necessidade de você e enquanto você corresponder à esta necessidade, eu estarei presa a você". O outro poderia responder: " Eu sinto bem lá no fundo que você não me ama, mas eu tenho fé que graças ao meu amor, você me amará um dia". É importante ressaltar que na relação amorosa, a falta de amor próprio gera frequentemente um jogo de desqualificação mútuo. Aquele que não se ama, colocará em dúvida o amor do outro: Como ele pode amar alguém tão despresível como eu? E conclui: Ele é mais desprezível do que eu pensava". Isso acontece de forma inconsciente mas violenta as relações íntimas.
Esta falta de amor próprio pode também tomar uma forma de devoção, se traduzindo por uma necessidade de amar a qualquer preço. Mas este "dom" de amar, não passa de uma máscara, de uma enorme necessidade de ser amado que jamais será satisfeita. Assim, uma paciente me confiou que os "eu te amo" incessantes de seu marido a deixavam desconfortável, pois ela os sentia como uma exigência ameaçadora, uma violência que contradizia o que poderia existir de bom e de protetor na relação deles. Quando ela se separou dele, ela perdeu em dois meses, vinte quilos que ela havia acumulado inconscientemente para se proteger daqueles "eu te amo" terroristas.
Psychologies: O amor do outro pode suprir a falta de amor próprio?
Este é um de nossos desejos mais absurdos. É uma utopia. O amor do outro pode dar a impressão de preencher esta ausência de não saber se amar, recobrindo o véu da angústia com um véu de ternura e de segurança aleatórios mas isto é uma ilusão tanto perigosa quanto vã. Quando não nos amamos, estamos sempre esperando um amor incondicional e este tipo de demanda conduz invarialvelmente a colocar à prova o amor do outro constantemente, sem descanso. É se obrigar a viver em permanência com um frio na barriga e na incerteza de ser realmente amado.
É por isso que eu digo que o maior presente que podemos dar a uma criança nem é tanto o de amá-la e sim o de ensiná-la a se amar!
Psychologies: Qual é a particularidade de uma relação na qual ambos os parceiros se amam a si mesmos suficientemente para abordar o encontro amoroso e em seguida o casamento?
Jacques Salomé: A possibilidade de criar juntos uma relação viva e criativa, que abre as portas para todas as possibilidades do amor. Em uma relação, que eu simbolizo por uma echarpe, eu chamo a atenção para o fato que somos sempre três: o outro eu e a relação que existe entre nós. Em uma relação disfuncional, um espera que o outro dê o start. Já numa relação respeitosa das possibilidades de cada um, cada parceiro se torna responsável pelo seu start na relação e pode se definir e se posicionar sem ter a necessidade de definir ou de alienar o outro.
Este posicionamento reponsável é o antídoto contra a dependência, a frustração e o conflito desestruturador. Nos permite ter acesso à nossa criatividade, nossa independência e nossa liberdade de ser. O amor prório nos faz alcançar na relação com o outro, as melhores de todas as possibilidades, as nossas e as do parceiro.
Fernando Pessoa
A entrevista abaixo, traduzida da revista eletrônica Psychologies com o psicólogo e sociólogo francês Jacques Salomé, nos convida a fazer uma reflexão sobre nossa autoestima. Leia, reflita e seja honesto consigo mesmo, respondendo com sinceridade emocional se você vem se amando e se respeitando de fato. Pois, como você irá constatar em seguida, amar a si mesmo é condição fundamental para ter um relacionamento saudável.
Boa leitura e meu desejo sincero que você decida SEMPRE se amar!
Psychologies: Como se manifesta a falta de amor próprio nas relações com os outros e no relacionamento amoroso?
Jacques Salomé: A falta de amor próprio - este amor feito de auto-cuidado e de respeito - tem consequências diretas nas nossas relações com o outro. Ela se traduz como falta de confiança em si mesmo, de dúvidas e de desconfiança em relação ao outro que vão gerar ou manter relações à base de aprovação e de possessividade ou relações do tipo perseguido-perseguidor. Se eu não me amo, eu não poderei amar, pois eu estarei vivendo na necessidade e na exigência de se amado.
Na falta do amor próprio estamos sempre presos na engrenagem "pedir-exigir" ou na de "recusar, porque não é suficiente". Nestes dois casos, temos uma grande dificuldade em oferecer. Quando nós não nos amamos, acreditamos que não temos nada de interessante e de valor para dar e quando nós damos um pouco, temos a sensação de termos sido esvaziados, de termos ficado com menos.
Psychologies: As relações baseadas na falta de amor próprio são destinadas ao fracasso?
Jacques Salomé: Esta é uma constatação que percebemos o tempo todo. Nos casais, aquele que não se ama vai terminar usando e depois destruindo a confiança do outro em relação à ele. O parceiro provedor de amor vai, por sua vez, começar a duvidar - antes de se cansar definitivamente de dar provas de amor sem reciprocidade. Este tipo de relação é um jogo louco de espelho, que se baseia em uma missão impossível: tentar patéticamente dar ao outro aquilo que somente ele próprio poderia se ofercer, ou seja, o amor próprio.
A falta de amor próprio se traduz essencialmente pela busca de um parceiro pelo qual nós iremos tentar ser amados a qualquer preço. Estas escolhas, que são na maioria do tempo inconscientes, se fundamentam sobre uma espécie de extorsão de afeto. Tudo se passa como se um dissesse ao outro: Eu tenho tanta necessidade de você e enquanto você corresponder à esta necessidade, eu estarei presa a você". O outro poderia responder: " Eu sinto bem lá no fundo que você não me ama, mas eu tenho fé que graças ao meu amor, você me amará um dia". É importante ressaltar que na relação amorosa, a falta de amor próprio gera frequentemente um jogo de desqualificação mútuo. Aquele que não se ama, colocará em dúvida o amor do outro: Como ele pode amar alguém tão despresível como eu? E conclui: Ele é mais desprezível do que eu pensava". Isso acontece de forma inconsciente mas violenta as relações íntimas.
Esta falta de amor próprio pode também tomar uma forma de devoção, se traduzindo por uma necessidade de amar a qualquer preço. Mas este "dom" de amar, não passa de uma máscara, de uma enorme necessidade de ser amado que jamais será satisfeita. Assim, uma paciente me confiou que os "eu te amo" incessantes de seu marido a deixavam desconfortável, pois ela os sentia como uma exigência ameaçadora, uma violência que contradizia o que poderia existir de bom e de protetor na relação deles. Quando ela se separou dele, ela perdeu em dois meses, vinte quilos que ela havia acumulado inconscientemente para se proteger daqueles "eu te amo" terroristas.
Psychologies: O amor do outro pode suprir a falta de amor próprio?
Este é um de nossos desejos mais absurdos. É uma utopia. O amor do outro pode dar a impressão de preencher esta ausência de não saber se amar, recobrindo o véu da angústia com um véu de ternura e de segurança aleatórios mas isto é uma ilusão tanto perigosa quanto vã. Quando não nos amamos, estamos sempre esperando um amor incondicional e este tipo de demanda conduz invarialvelmente a colocar à prova o amor do outro constantemente, sem descanso. É se obrigar a viver em permanência com um frio na barriga e na incerteza de ser realmente amado.
É por isso que eu digo que o maior presente que podemos dar a uma criança nem é tanto o de amá-la e sim o de ensiná-la a se amar!
Psychologies: Qual é a particularidade de uma relação na qual ambos os parceiros se amam a si mesmos suficientemente para abordar o encontro amoroso e em seguida o casamento?
Jacques Salomé: A possibilidade de criar juntos uma relação viva e criativa, que abre as portas para todas as possibilidades do amor. Em uma relação, que eu simbolizo por uma echarpe, eu chamo a atenção para o fato que somos sempre três: o outro eu e a relação que existe entre nós. Em uma relação disfuncional, um espera que o outro dê o start. Já numa relação respeitosa das possibilidades de cada um, cada parceiro se torna responsável pelo seu start na relação e pode se definir e se posicionar sem ter a necessidade de definir ou de alienar o outro.
Este posicionamento reponsável é o antídoto contra a dependência, a frustração e o conflito desestruturador. Nos permite ter acesso à nossa criatividade, nossa independência e nossa liberdade de ser. O amor prório nos faz alcançar na relação com o outro, as melhores de todas as possibilidades, as nossas e as do parceiro.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
ANÁLISE TRANSACIONAL - VOZES NA CABEÇA - PARTE II

VOZES NA CABEÇA
Compilado pela Força Tarefa em Análise Transacional, da Comissão de Desenvolvimento da ITAA. Principais conceitos - Claude Steiner, Presidente.
Como você pode lembrar-se, o estado de ego Pai assemelha-se a um gravador, repleto de afirmações pré-julgadas, preconceituosas e pré-programadas. Estas afirmações "gravadas" podem permanecer ativadas, enquanto estamos em nosso Adulto ou Criança e, assim, podemos realmente ouvi-las como "vozes em nossas cabeças". As gravações parentais podem ser boas ou más, dependendo de qual "Pai" está no comando. Em outras teorias da personalidade, as vozes prejudiciais do Pai Crítico são conhecidas como o severo superego, diálogo interno negativo, armadilhas cognitivas, baixa auto-estima, protetor punitivo ou expectativas catastróficas. O Pai Crítico pode fazer afirmações depreciativas, tais como: "Você é mau, estúpido, feio, louco e doente, em suma, você é um fracassado, Não-OK." O Pai Nutritivo ama a Criança incondicionalmente e diz coisas do tipo: "Eu te amo", "Você é um vencedor," "Você é inteligente", "Você é uma princesa" ou "Você é linda". O Pai Crítico algumas vezes controla a Criança, impedindo-a de sentir-se bem a respeito de si mesma. Se a Criança deseja ser amada, o Pai Crítico diz: "Você não merece". Se a Criança deseja dar amor, o Pai Crítico pode dizer: "Isto não é desejável". Se a Criança está insatisfeita num emprego onde é mal remunerada, o Pai Crítico poderá dizer: "Isto é o melhor que você pode conseguir, pois você é preguiçoso". Se a Criança surge com uma nova idéia que se contrapõe a antigos pontos-de-vista, o Pai Crítico poderá responder: "Você deve estar louco por pensar dessa forma". O Pai Crítico pode fazer as pessoas sentirem-se Não-OK e forçá-las a fazer coisas que elas não querem fazer. Para prevenir-se contra o Pai Crítico, as pessoas precisam aprender a desenvolver o Pai Nutritivo, o Adulto e a Criança Natural. Por meio de um egograma, podemos demonstrar as forças relativas dos estados de ego de uma pessoa, a qualquer tempo. Isto é muito útil para diagramar o modo como as pessoas mudam no decorrer do tempo; especialmente para verificar como elas diminuem seu Pai Crítico e aumentam seu Pai Nutritivo, Adulto ou Criança.
Gostaria de acrescentar aqui algumas considerações oriundas de outras correntes teóricas e principalmente da minha prática clínica.
Frequentemente, atendo em meu consultório pessoas que apresentam este estado de contaminação do Adulto pelo Pai Crítico Negativo.
São, em geral, pessoas que tiveram pais muito críticos e controladores. As falas ficam gravadas no sub-consciente da pessoa, fazendo com que ela fique presa em cenários repetitivos e altamente limitantes. É grande o sofrimento psicológico, pois elas teem consciência de que há algo errado mas não sabem o quê e tampouco COMO mudar.
As principais ferramentas para anular estes programas mentais são:
O primeiro passo é tomar consciência de que este fenômeno de contaminação ocorre e determinar quais são estas crenças ou programas limitadores.
Uma vez feito isso, deve-se confrontar estes registros, trazendo-os para o aqui e o agora, perguntando-se, por exemplo se você realmente acredita e está de acordo com eles. Chamamos esta técnica de confrontação. É uma maneira muito eficaz de checar e atualizar suas crenças e valores.
Os sentimentos e emoções negativos decorrentes desta exposição às crenças negativas, cedem espaço para um maior bem-estar e leveza de alma. A pessoa começa a perceber que ela pode pensar e agir diferentemente de seus pais e que sua vida não está em risco por este motivo, pois afinal, no aqui e no agora, ela é adulta e sabe cuidar de si mesma. O que não ocorre quando somos crianças e nossa sobrevivência está intimamente condicionada à presença e aos cuidados de nossos pais ou substitutos.
Também sugiro que toda vez que você se perceber sendo crítico de maneira negativa consigo mesmo, que você anule imediatamente esse pensamento! Por exemplo: alguém que se pega pensando algo do tipo, como sou burro, como sou feia, como sou chato, deve imediatamente cancelar mentalmente estes pensamentos e repetir para si mesmo: Sinto muito! Me perdoe! Sou grato! Te amo! Principalmente o Te Amo que possue grande força para alavancar uma melhor auto-estima.
Finalmente costumo sugerir um exercício que consiste em se colocar diante de um espelho e olhar diretamente no centro do olho esquerdo e repetir palavras amorosas, tais como: Amo Você! Honro você! Reconheço todas as suas qualidades! Sou grata!Te amo! Te amo! Te amo!!!
Siga a sua intuição e vá acrescentando ítens na sua lista de auto-carícia positiva.
Sugiro sempre que este exercício deve ser realizado principalmente pela manhã ao acordar e à noite antes de se deitar.
Ao realizar esta prática, você envia mensagens para o seu cérebro de aceitação e de amor próprio, alimentando assim a sua criança interior com amor incondicional.
Lembre-se: O que está na sua mente, está na sua frente!
Forte abraço e muito amor incondicional!
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